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Brasil e FMI assinam acordo que formaliza injeção brasileira de US$ 10 bi
O governo brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional) assinaram nesta sexta-feira o acordo onde é detalhado em quais termos o Brasil injetará US$ 10 bilhões para elevar a capacidade de empréstimo do organismo internacional.
O país anunciou que faria o aporte no FMI em junho de 2009, e a decisão foi aprovada pelo Congresso em dezembro. A partir dela, o país se torna credor da entidade. O acordo foi assinado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e pelo presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn.
"Conforme o acordo, o Brasil, no prazo de dois anos, poderá comprar notas emitidas pelo FMI. A compra de notas, que será operacionalizada pelo Banco Central, envolverá a aquisição de ativos emitidos pelo FMI e imediatamente conversíveis em moedas de liquidez internacional, se necessário", informou o Ministério da Fazenda e o Banco Central em nota conjunta.
As notas terão vencimento de três meses, renovando automaticamente pelo mesmo período, exceto se o FMI não quiser, por um prazo máximo de cinco anos. Os juros da operação também serão pagos pelo FMI a cada três meses, e a taxa da operação corresponde à média ponderada das taxas de juro de curto prazo dos EUA, zona do euro, Japão e Reino Unido.
A Fazenda e o BC informaram ainda que as notas que o país comprar passarão a fazer parte das reservas internacionais, "contribuindo para sua diversificação".
Para Lula, termoelétrica "flex" coloca Brasil na liderança
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, no programa "Café com o Presidente" desta segunda-feira, a importância do etanol para se obter uma matriz energética menos poluente e citou como exemplo a inauguração da primeira termoelétrica a álcool em Juiz de Fora (MG), na semana passada. O presidente afirmou que o país tem outras termoelétricas a gás que podem ser convertidas para álcool para garantir "tranquilidade" no fornecimento de energia. O presidente inaugurou, em Minas, a conversão da primeira usina termoelétrica do mundo a usar etanol como combustível.
"Era uma termoelétrica a gás que agora virou uma termoelétrica flex, ou seja, ela pode utilizar tanto álcool como pode utilizar gás", afirmou no programa de rádio semanal. "E isso é extremamente importante porque é uma novidade extraordinária que vai poder colocar o Brasil outra vez na ponta da produção de energia elétrica com a termoelétrica a gás", disse.
Lula lembrou o aquecimento global e a maior preocupação com questões ambientais como fatores que podem impulsionar a produção brasileira de etanol. O presidente citou como exemplo a Europa, que pretende incluir 10 por cento de etanol na gasolina até 2020.
"Os países ricos terão que seguir a trajetória do Brasil e mudar um pouco a sua matriz energética na questão de combustível", afirmou o presidente.
"Sobretudo agora que nós estamos discutindo a questão do aquecimento global, o Brasil, mais uma vez, sai na frente e apresenta ao mundo que é possível criar uma matriz energética menos poluente que é o etanol, e que pode gerar muitos empregos", afirmou Lula.
No programa, o presidente também ressaltou a importância de investimento em pesquisa para impulsionar o desenvolvimento do país. E ainda citou estudos do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, que pretende, dentre outros objetivos, produzir etanol de segunda geração, a partir do bagaço da cana-de-açúcar.
"Eu, particularmente, estou convencido que o momento é de investimento em educação e inovação tecnológica e isso vai fazer toda diferença para o crescimento e desenvolvimento do nosso país. Acredito que o Brasil está no caminho certo para se desenvolver e ganhar peso internacional no setor da inovação tecnológica."
(Por Maria Carolina Marcello)
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